terça-feira, 23 de junho de 2015
sábado, 20 de junho de 2015
Chegou o livro: A Física dos EXPLOSIVOS NUCLEARES
Acabei de receber o livro pelos correios agora pouco. Passei os olhos e parece que não vai dar pra fazer uma bomba, 😇hehehe... mas terei noção de como as reações se processam e vou me familiarizar com os termos desse mundo fascinante da energia atômica.
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia Nucleares - IEN
http://www.ien.gov.br/ensino/posgrad.php
O Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia Nucleares do Instituto de Engenharia Nuclear oferece anualmente curso de mestrado acadêmico em Ciência e Tecnologia Nucleares
O Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia Nucleares do Instituto de Engenharia Nuclear oferece anualmente curso de mestrado acadêmico em Ciência e Tecnologia Nucleares
segunda-feira, 15 de junho de 2015
http://www.comciencia.br/reportagens/nuclear/nuclear01.htm
http://www.comciencia.br/reportagens/nuclear/nuclear01.htm
O urânio na natureza se encontra em um grau de concentração de 0,7%...
Alex Soletto8 de maio de 2010 16:39
Olá meu caro!
Concordo total com teu texto.
Apenas um esclarecimento ao publico mais leigo, sem nenhuma intenção de corrigi-lo e uma pergunta ao final.
“O urânio na natureza se encontra em um grau de concentração de 0,7%...”
O elemento químico Urânio (numero atômico Z=92 da tabela periódica) é encontrado na natureza na forma de Uraninita (UO2) numa abundância na crosta terrestre de 0,00027%. Dai tiramos o U238 (0,3%). Porém o Urânio 238, como isótopo de massa 238 (isótopo, mesmo elemento químico, mesmo número atômico, mas com quantidades de nêutrons diferentes em seu núcleo), não é físsil, ou seja, não serve como combustível nuclear. O que é necessário ser feito? Enriquece-lo. Transforma-lo em um isótopo U235 (isótopo com menos três nêutrons em seu núcleo), que existe dentro do U238, numa proporção de apenas 0,7%. este sim físsil. Um dos métodos existentes é a centrifugação, depois da obtenção do gás hexafluoreto de urânio (UF6). Você “separa” o U235 do U238. Isto é que se chama de enriquecimento do urânio por centrifugação. E o Brasil conseguiu aperfeiçoar a tecnologia da Ultra centrifugação (desenvolvida na Alemanha na Segunda Guerra, para variar. O Almirante Álvaro Alberto tentou trazer da de lá depois da guerra algumas centrífugas, mas sofreu pressões externas enormes), o que deixou os gringos “loucos”. Há alguns anos atrás, que eu me lembre, o pessoal do TNP quis fazer uma inspeção nas nossas usinas. Soube que, entre outras coisas, eles queriam na verdade “conhecer” nossa tecnologia de ultra centrifugação que, se para eles não era uma novidade, havia interesse em saber pelo menos a maneira, o grau de sucesso e a eficiência que estabelecemos. Nós deixamos o pessoal “dar uma olhada” de longe nas centrifugas, mas não a ponto de revelar alguns segredos... O que fizemos muito bem! Na minha modesta opinião, e o que nunca foi divulgado pelas autoridades nucleares, talvez o Brasil tenha conseguido desenvolver tecnologia de materiais supercondutores na sessão dos motores da centrifuga, o que reduziria e muito, o atrito entre seus componentes aumentando assim a velocidade de rotação dos cilindros. O uso final do U235 físsil, depende de seu grau de enriquecimento. Para fins pacíficos de reatores para geração de força elétrica, é necessário concentrações entre 3% e 5%. Para fins militares já é necessário 90% de enriquecimento. Aqui entra uma discussão. Se o Irã quer o seu uso pacífico, por que seus constantes anúncios de que estão obtendo cada vez mais um grau de enriquecimento (tudo bem que é de apenas 20% por enquanto)? E por que o governo brasileiro os apóia? O que há politicamente por trás disso?
Concordo total com teu texto.
Apenas um esclarecimento ao publico mais leigo, sem nenhuma intenção de corrigi-lo e uma pergunta ao final.
“O urânio na natureza se encontra em um grau de concentração de 0,7%...”
O elemento químico Urânio (numero atômico Z=92 da tabela periódica) é encontrado na natureza na forma de Uraninita (UO2) numa abundância na crosta terrestre de 0,00027%. Dai tiramos o U238 (0,3%). Porém o Urânio 238, como isótopo de massa 238 (isótopo, mesmo elemento químico, mesmo número atômico, mas com quantidades de nêutrons diferentes em seu núcleo), não é físsil, ou seja, não serve como combustível nuclear. O que é necessário ser feito? Enriquece-lo. Transforma-lo em um isótopo U235 (isótopo com menos três nêutrons em seu núcleo), que existe dentro do U238, numa proporção de apenas 0,7%. este sim físsil. Um dos métodos existentes é a centrifugação, depois da obtenção do gás hexafluoreto de urânio (UF6). Você “separa” o U235 do U238. Isto é que se chama de enriquecimento do urânio por centrifugação. E o Brasil conseguiu aperfeiçoar a tecnologia da Ultra centrifugação (desenvolvida na Alemanha na Segunda Guerra, para variar. O Almirante Álvaro Alberto tentou trazer da de lá depois da guerra algumas centrífugas, mas sofreu pressões externas enormes), o que deixou os gringos “loucos”. Há alguns anos atrás, que eu me lembre, o pessoal do TNP quis fazer uma inspeção nas nossas usinas. Soube que, entre outras coisas, eles queriam na verdade “conhecer” nossa tecnologia de ultra centrifugação que, se para eles não era uma novidade, havia interesse em saber pelo menos a maneira, o grau de sucesso e a eficiência que estabelecemos. Nós deixamos o pessoal “dar uma olhada” de longe nas centrifugas, mas não a ponto de revelar alguns segredos... O que fizemos muito bem! Na minha modesta opinião, e o que nunca foi divulgado pelas autoridades nucleares, talvez o Brasil tenha conseguido desenvolver tecnologia de materiais supercondutores na sessão dos motores da centrifuga, o que reduziria e muito, o atrito entre seus componentes aumentando assim a velocidade de rotação dos cilindros. O uso final do U235 físsil, depende de seu grau de enriquecimento. Para fins pacíficos de reatores para geração de força elétrica, é necessário concentrações entre 3% e 5%. Para fins militares já é necessário 90% de enriquecimento. Aqui entra uma discussão. Se o Irã quer o seu uso pacífico, por que seus constantes anúncios de que estão obtendo cada vez mais um grau de enriquecimento (tudo bem que é de apenas 20% por enquanto)? E por que o governo brasileiro os apóia? O que há politicamente por trás disso?
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